DICAS PARA GESTANTES Alimentação Mamãe, agora você passa por uma nova fase, portanto cuide-se! E cuidar-se neste caso, entre outras coisas, significa alimentar-se bem, pois neste momento tão importante da sua vida, todos os cuidados devem ser tomados, para o perfeito desenvolvimento da nova vida e do coraçãozinho que já bate forte e apaixonado por você. Na verdade, o bebê já te ama a partir do momento em que o óvulo é fecundado, e já sente tudo o que você sente, inclusive o gosto daquilo que a mamãe ingere. Ou seja, querida mamãe, pode ir parando por aí!!! Não utilize esse momento maravilhoso da sua vida, como pretexto para comer solamente porcarias... (as grávidas costumam sentir-se muito livres para ingerir no início da gravidez). É preciso tomar cuidado, principalmente até o terceiro mês da gravidez, pois é aí que todos os órgãos, tecidos e ossos do neném estão sendo formados. Prefira ingerir alimentos naturais, carne, legumes, frutas e verduras, até mesmo para suprir o vazio gerado pelo famoso enjôo (perde-se peso nesta etapa, o que é perfeitamente normal, porém todo cuidado é pouco). Amamentação O leite materno surge entre o 3° e 5° dias após o parto, e pode ser acompanhado de inchaço nas mamas, dor e até mesmo febre. Antes da "descida do leite", existe o "colostro" que é um tipo de leite mais claro. Este leite é rico em anticorpos e deve ser oferecido ao recém-nascido. Ao amamentar, limpe os bicos dos seios antes e depois das mamadas. Alguns cremes podem ser usados para prevenir fissuras nos mamilos, é comum a mãe referir cólicas durante a amamentação, fato este considerado normal. O pediatra do hospital lhe dará algumas orientações iniciais em como cuidar do nenê e do umbigo. Amigas da "Magnésia Bisurada" Apesar de comum em algumas gestantes (na verdade, na grande maioria das gestantes), gradativamente, o enjôo deixa de ser uma constante, perdendo o lugar para a asia. Alguns atribuem a asia ao crescimento de cabelo no feto, outros a sua extrema agitação, porém nada disso foi comprovado cientificamente. O importante nesses casos é ter o cuidado de nunca auto medicar-se e, por mais que possa parecer uma coisa tola, procurar sempre o médico que está acompanhando a gestação, e pedir-lhe orientações sobre o que fazer quando a asia atacar. Ginástica e Atividade Sexual Ginásticas de baixo impacto após o 4° mês e exercícios respiratórios podem e devem ser praticados, desde que não haja contra-indicações. Andar, nadar e pedalar é muito bom, também o alongamento. Um curso de orientação para as mamães iniciantes é recomendável. Leve o papai se possível. As relações sexuais podem ser liberadas, desde que não causem cólicas, nem sangramentos. Procure posições cuja penetração não seja profunda (por exemplo, a lateral). Outras contra-indicações devem ser discutidas com o seu pré-natalista. Em geral, o tempo de internação varia entre 1 a 3 dias após o parto. Cada gravidez é única Onde? Quando? Por quê?
Escolhido um bom profissional, ainda há outras coisas que uma grávida precisa fazer para que sua gestação ande de acordo com suas expectativas. O mais importante de tudo é focar, tentar deixar claro o que você espera para poder descobrir o que você quer e, aí sim, ficar tranqüila. Por exemplo: que tipo de acompanhamento médico deixará você segura? Que hospital é o mais apropriado e mesmo o mais agradável para ter seu bebê? É possível ficar com seu filho o tempo todo no quarto assim que ele nascer? Seu marido poderá estar junto? O tempo todo? Você precisa se fazer essas perguntar e procurar ter as respostas.
"Quanto mais informações e conhecimentos você tiver, menos será pega de surpresa. Muitas das normas inventadas pelas instituições servem para facilitar a vida dos profissionais, não para tornar sua gravidez ou o parto eventos agradáveis", explica Adriana Tanese Nogueira, psicoterapeuta, autora do livro Mulheres Contam o Parto (ed. Itália Nova), mãe de Beatriz, que fez uma reviravolta em sua vida depois que conseguiu dar à luz em casa. "Foi uma experiência tão boa, tão forte que, quando me mudei para São Paulo, montei o site Amigas do Parto, o www.amigasdoparto. org.br, que visava ajudar as mulheres a ter uma boa gestação e um parto agradável. Deu tão certo que o site virou uma ONG, e hoje ajudamos mães e profissionais da área a melhorar a qualidade da gravidez e do parto no Brasil", conta ela.
MITOS E VERDADES DA GRAVIDEZ Você escuta tanta coisa que fica sem saber no que acreditar. Guilherme Loureiro Fernandez, chefe do Setor de Medicina Fetal e do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Maternidade Neomater, diz o que é conversa e o que deve ser levado a sério. Quando o bebê é grande, precisa nascer de cesárea. Mito. É claro que o peso do bebê às vezes influi na escolha adequada da via de parto, porém isso não é uma regra. É necessário antes fazer uma avaliação adequada da pelve materna (bacia) e também das condições psicológicas da gestante. Depois de uma cesárea, não se pode mais fazer parto normal. Mito. Após uma cesárea é recomendado, caso o parto transcorra por via vaginal, que se faça uso do fórceps, que em mãos experientes é uma importante ferramenta de auxílio. Porém, é verdade que a maioria dos obstetras prefere realizar cesárea se a paciente já passou por uma anteriormente. Você precisa se livrar de seu gato se estiver grávida. Mito. Os gatos de origem doméstica, que não circulam pelas ruas, têm uma pequena chance de transmitir a toxoplasmose. Se seu gato for "vagabundo", é melhor pesar o risco-benefício. Não pode tomar nada "diet" durante a gravidez. Meio mito, meio verdade. Não é bem assim, tudo depende da qualidade do adoçante utilizado. Informe-se com seu obstetra. Barriga pontuda é menino, e espalhada é menina. Mito. Não existe qualquer estudo que comprove tal afirmação, porém é algo muito antigo que diverte as grávidas nas conversas com amigas e familiares. Carnes cruas, ovos e peixes não devem ser consumidos durante a gravidez. Meio mito, meio verdade. Depende do estado imunológico da paciente ante determinadas infecções, como a toxoplasmose, que é transmitida por carnes cruas ou malpassadas e de origem não muito bem determinadas. É preciso passar bucha nos mamilos para não racharem. Verdade. Mas isso é muito antigo e causa dor. Hoje, há produtos à venda em farmácias que protegem os seios de possíveis rachaduras. Pele de grávida mancha se ficar exposta ao sol. Verdade. Principalmente para quem tem pele clara. Depois da gestação pode ser bem difícil remover essas manchas, por isso é importante o uso de protetor solar. Se existir um risco preto na barriga, vai ter um bebê bem moreno. Mito. Toda gestante tem um risco preto na barriga desde a púbis até quase o estômago, que se chama Linha Nigra. Quanto mais morena for, mais escura fica essa linha, pois ela decorre do depósito de melanina nessa região. Por isso, é bom evitar tomar sol na barriga durante a gravidez, porque isso dificultará o clareamento dessa linha depois do parto. Seu cabelo voltará ao normal. Verdade. O efeito da gestação nos cabelos é imprevisível. Algumas mulheres que têm cabelo liso ficam com eles mais ondulados. E vice-versa. E não adianta muito tentar tratá-los nessa fase, melhor aceitar a mudança. Depois do parto, você vai ter uma grande queda dos fios de cabelo, devido à baixa de hormônios. Mas, dentro de um ano, tudo deve voltar ao normal. CABEÇA FEITA Colher informações, ser prática, trocar de médico, escolher o tipo de parto, preparar o quarto, o enxoval podem parecer tarefas fáceis - mas não são, principalmente para quem está grávida. A razão disso é que esse é um período muito delicado na vida da mulher, em que ela se defronta com os próprios conflitos infantis, conscientes e inconscientes. "Ela vive um estado fusional com o embrião e, com isso, uma remota e constante lembrança do próprio início de sua vida. É uma possibilidade de, vivenciando novamente essa fase, poder reparar o passado e compreender as necessidades do recém-nascido. Por isso, a gestante fica mais sensível a questões existenciais. A vinda do bebê a modifica muito, ela sai do papel de filha para entrar no lugar de mãe, e isso provoca um abalo em sua identidade", explica Ângela Clara Correa, psicóloga e diretora técnica da UNIRE (empresa de treinamento profissional que capacita babás e recreadores infantis, por exemplo), e mãe de Vinícius. Nessa reviravolta emocional, o pré-natal fará com que a grávida fique com os pés no chão, aja racionalmente, não se perca em fantasias. Há os exames que ela precisa fazer, as roupinhas que tem de providenciar, as vitaminas que deve tomar. Tudo isso ajuda a gestante a manter a "casa em ordem". Além do obstetra de total confiança e de todas as informações a que a grávida tem acesso hoje, o apoio da família e, principalmente, do marido são o maior suporte para que a gestação comece e termine sem problemas e para que a futura mãe não se sinta sozinha e perdida diante de tanta mudança. "Meu casamento terminou no final da gravidez. Foi uma surpresa e uma coisa horrível, fiquei me sentindo sozinha, desprotegida, e tive muita dificuldade para criar o vínculo com meu bebê", conta Lúcia Almeida, mãe de Rodrigo, de 2 anos. Realmente, não ter o pai da criança, ou pelo menos a família próxima, pode complicar muito as coisas. "Como a gestante revive sua infância, a família e o parceiro são fundamentais ao equilíbrio da relação mãe-bebê. Se a gravidez mobilizar muitos aspectos inconscientes, trazendo angústia e depressão, é recomendável que a grávida procure um bom analista", completa Ângela. O mais importante na gestação é não ficar se comparando com essa ou aquela amiga, não se cobrar tanto por ter engordado um pouco a mais, respeitar seu momento e contexto de vida e saber que, mesmo que você tenha cinco filhos, cada gravidez vai ser diferente. Numa você pode sentir enjôo, na outra pode não sentir nada. Numa consegue fazer parto normal, noutra precisa fazer cesárea. E tudo bem, a vida é assim. "Cada filho é gerado numa circunstância única. Um contexto que envolve desejo, história de vida da mulher, do casal, do trabalho, do financeiro, do 'por que e pra que' desse filho, das projeções lançadas sobre a criança. Isso tudo vai fornecer um 'lugar' ao filho e determinar essa relação", finaliza Ângela. Perda Dentária na Infância Algumas crianças nascem com agenesia dentária (falta do germe do dente) ou ocorre perda prematura de dentes devido à cárie ou trauma. O que pode ser feito é: uma dentadura parcial servindo muito bem estética e funcionalmente. Crianças que perderam os dentes anteriores prematuramente deveriam receber uma prótese temporária, uma vez que elas estão impressionadas por serem “diferentes” das outras crianças pequenas. Com a perda normal que ocorre (esfoliação) as crianças mais velhas não têm este problema já que seus amigos também estão mudando seus dentes decíduos. Ultra-sonografia 3D Não há mãe que consiga "ver", na conjunção de manchas geradas pelo ultra-som convencional (2D), mais que um contorno impreciso de seu bebê e geralmente, isso acaba despertando um sentimento de frustração. Mas graças a ciência, esse problema já está solucionado.Agora, com a ultra-sonografia 3D, as imagens são mais nítidas e os pais conseguem "ver" facilmente todo o contorno do corpo do bebê, seu sexo e até mesmo as expressões de sua face. A investigação tridimensional é executada de uma maneira semelhante ao exame de ultra-som bidimensional, com um transdutor abdominal ou transvaginal, dependendo da imagem que se deseja obter. Através destes equipamentos de última geração, as imagens bidimensionais são captadas em diferentes ângulos, armazenadas e reconstruídas instantaneamente pelo computador em três dimensões.Um dos maiores benefícios desse tipo de exame, é permitir a identificação de malformações do útero e do feto, como por exemplo, útero bicorno (com duas cavidades), lábio leporino e espinha bífida. Até mesmo deformidades no esqueleto do feto, ficam mais evidentes no ultra-som 3D.Sempre que há algum indício ou caso de malformação na família, se a gravidez é tardia ou os pais estão muito ansiosos, o obstetra pode solicitar a ultra-sonografia 3D. Muitas vezes ela é feita apenas com o objetivo de tranqüilizar a gestante. Afinal, toda mamãe quer saber se está tudo bem com seu bebê.É importante que se saiba que, apesar deste grande avanço tecnológico, nem sempre se consegue obter imagens de boa qualidade, pois se a gestante é obesa, o bebê está com o corpo ou o rosto colado à placenta ou se há pouco líquido aminiótico, as imagens não ficam bem definidas. O excesso de movimentação do feto, também provoca a perda de qualidade das imagens. Vacinação Idade / Vacina 1° mês BCG intradérmico(tuberculose) / Hepatite B (primeira e segunda doses). 2° mês Vacina Tríplice (DPT - difteria, pertussis ou coqueluche e tétano) / Vacina Oral antipólio. 4° mês Vacina Tríplice (DPT - difteria, pertussis, tétano) / Vacina Oral antipólio. 6° mês Vacina Tríplice (DPT - difteria, pertussis, tétano) / Vacina Oral antipólio / Hepatite B (terceira dose). 9° mês Vacina anti-sarampo. 12° mês Catapora ou Varicela. 15° mês Vacina Tríplice viral (sarampo, rubéola, caxumba). 15 a 18 meses Vacina Tríplice (DPT - difteria, pertussis, tétano) / Vacina Oral antipólio. 24° mês Hepatite A (primeira dose). 29° mês Hepatite A (segunda dose). 5 a 6 anos Vacina Tríplice (DPT - difteria, pertussis, tétano) Vacina Oral antipólio. 11 a 16 anos Vacina Dupla (difteria, tétano) do tipo adulto, que deve ser repetida a cada 10 anos. |
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